Mês: Março 2009

Uma noite diferente

vista geral...
vista geral…

Como já tive oportunidade de referir na página do blogue do Tagus, foi sem dúvida um serão maravilhoso aquele que a Afrodite Ewry  proporcionou na noite de ontem aos amigos que participaram na Noite de Fados por ela organizada e que culminou num baile animado pela noite dentro…

 

A música portuguesa foi o tema da noite e o Jorge Alderton, grande apreciador dela, aliás, como a maioria dos presentes, foi até exigindo alguns nomes para serem cantados, o que a Deusa da Noite muito pacientemente aceitava. 

 

Momento de grande animação, a que não faltou, igualmente, o aproveitamento de algumas das músicas, sempre portuguesas, para fazer o gostinho de dar um pezinho de dança…

 

Momento de grande entretenimento e cujos diálogos, pelo meio, iam manifestando a vontade de ser novamente repetido, o que foi aceite pelos presentes que se mantiveram até ao final.

E assim se dança...
E assim se dança…
numa noite divertida.
numa noite divertida.

O meu agradecimento a Afrodite Ewry pela noite que proporcionou a todos e fico a aguardar a desgarrada entre o Jorge Alderton e o Bardus Langsdorff…

Nada melhor do que ouvir, através do Trovador Bardus Langsdorff , o “relato” da noite…

 

O Bardus, dançou feliz,

Neste final de semana;

Trouxe, como sempre quis,

Nos seus braços, a Aradhana!

 

E agradece à Afrodite,

A tal Deusa do Amor,

Que lhe mandou o convite

Para uns fados a primor.

 

Chegando a hora aprazada

Teleporte me mandou;

Sendo pessoa educada

Aceitei logo, e lá vou.

 

Mas que noite fascinante

Num cenário apropriado;

Ambiente deslumbrante

P’ra se ouvir cantar o fado!

 

A Afrodite, a anfitriã,

Estava muito bem trajada;

Actuando com afã

Na sessão bem recheada!

 

Ela tudo supervisa

Para a todos agradar;

Ouviu cantar-se a Marisa,

A Dulce Pontes, com o “Mar”.

 

Nuno da Câmara Pereira,

Carlos do Carmo, fadista,

Até a Amália, cantadeira,

Que no fado foi estilista.

 

Tantos outros que nem sei,

Dizer sua identidade;

Com prazer os escutei

Na sua diversidade.

 

Talvez a rogo de alguém

Não se cantaram só fados,

 Do Brasil cantam também

E ainda de outros lados.

 

Estava o serão concorrido

Toda a gente a apreciar;

O Electro atrevido,

Começou por reclamar.

 

Com o seu ar de rufia

Os sapatos sobre a mesa;

Os “ Metais “ ele dizia

Que eram melhores com certeza!

 

Vejam que até o Luís,

Há muito desaparecido;

Ouvir fados também quis

E ali esteve entretido.

 

O Jorge até comentou

Como pessoa ilustrada;

Depois me desafiou

Para uma desgarrada.

 

Ó Jorge toma cuidado

Eu som bom a improvisar;

Sou mesmo um “peso-pesado”

Crê que te vou derrotar!

 

Já com tanta cantoria

Para o sarau variar;

Então alguém lembraria

Que se podia dançar!

 

Neste ambiente propício

Já seria de esperar;

E fui logo no início

A Aradhana convidar.

 

 Lá fomos rodopiar,

E senti tanta ternura,

Que cheguei a acreditar

Que a cingia pela cintura!

 

Com minha cabeça tonta

Que já durava a noitada;

Muda a hora, e lá dei conta,

Às quatro da madrugada!

Mulheres Second Life…

A Aradhana não é um ser muito sociável ou seja, não é um ser que ultrapasse os limites dos outros, tal como não permite que ultrapassem os seus.

 

Há muito quem defenda que sendo um avatar um “boneco”, e o SL um terreno virtual, todas as regras podem ser quebradas ou,  talvez mesmo, não devessem existir.

 

Mas em tudo há regras. Até no monopólio, o jogo que tão efusivamente brincava na adolescência com o Pai, os priminhos e amigos, ela aprendeu que tinha que respeitar as regras de cada jogo.

 

E, se o SL não é um jogo de crianças, antes pelo contrário, as regras têm que ser bastante elucidadas e compreendidas, ou seja, o direito ao respeito que cada um merece, deve estar de forma bem patente, na interligação de todos.

 

E, se há brincadeiras bem-humoradas, que até juntam socialmente os intervenientes, outras há, que de uma forma brutal, os afasta.

 

A pessoa que está por detrás da Aradhana, (porque todos os avatares têm uma Pessoa por detrás deles) sentiu-se, várias vezes, no decorrer deste tempo, incomodada com algumas atitudes. Não generalizou. Não desistiu. Não perdeu a coragem.

 

E ao não desistir, fê-lo por ser conhecedora, de que neste jogo, existem pessoas de muito valor que ela foi aprendendo a conhecer e, acima de tudo, a respeitar.

 

São esses avatares que a Aradhana pretende aqui dar a conhecer.

 

Pessoas que se preocuparam que, a personagem que dá vida à Aradhana, continuasse tal como é, baseada no respeito pelos outros e segundo as regras que a regem.

 

Três Mulheres que foram muito importantes para o conhecimento de muitos factores e interligação dentro do Second Life, bem como demonstrativas de que, se há quem veja o SL somente como um jogo, onde todas as regras podem ser quebradas, há quem consiga ter atitudes altamente positivas, transmissoras, para fora do ecrã, de projectos válidos e objectivos.

Afrodite Ewry
Afrodite Ewry

Afrodite Ewry é uma jovem cuja sensibilidade e paciência, aliados a um dinamismo e resistência que a tornam, debaixo daquela aparência frágil do Avatar, uma pessoa com uma resistência fabulosa. Ela é a alma de muitos espectáculos a que assisti e o seu dinamismo e disponibilidade, foram fora de série.

 

A sua capacidade de resistência, mesmo dentro do CCV na orientação de muitas actividades lúdicas, é espantosa e foi um pilar para a continuidade da Aradhana, dentro do Second Life.

Obrigada por tudo, Afro!

Lizie Bashly
Lizie Bashly

Marina Xi

Por último: Marina Xi uma dinâmica empresária que me acolheu de braços abertos e pacientemente me aturou, na difícil tarefa que foi escolher terreno e casa, segundo os meus próprios gostos.

Sensível, atenta, acima de tudo profissional, capaz de enquadrar uma casa no terreno enquanto o diabo esfrega um olho, sem perder o seu ar feminino e a fragilidade que caracteriza o seu avatar.

Não muito dada a conversas, mas sempre presente quando dela tenho necessitado, mostrando uma total disponibilidade e paciência, é a proprietária da ilha onde resido, por conseguinte a minha senhoria. 

 

A forma inteligente e dinâmica como rege o negócio de terrenos que tem, prova mais uma vez a eficácia das Mulheres a todos os níveis.

 

Esta é a minha análise de três Mulheres Portuguesas que por detrás dos Avatares sensíveis e sensuais que possuem, mostram a capacidade de organização, de evolução e de respeito próprio, que cada uma delas possui, mostrando que o Second Life em Portugal, pode ter, efectivamente, um caminho para percorrer e que as Mulheres estão nesse mesmo caminho.

 

Obrigada, Afro, Lizie e Marina por me terem dado a oportunidade de me cruzar convosco.

Momentos Second Life…

Evocar memórias sobre tudo e nada é, talvez, um dos passatempos da Aradhana quando, sentada no topo da  ilha, com o reflexo do sol a bater no mar que se assemelha ao verdadeiro pôr do sol que, de uma das suas janelas reais, a  vista alcança.

 

Gosta de dançar a estas horas, relembrando tempos de menina em que o fazia no terraço junto ao mar, na Ilha da sua infância, na bela e longínqua Luanda…

Dançando ao pôr do sol...
Dançando ao pôr do sol…

As recordações, são sensações estranhas, perdurando nos sentimentos, transmissoras de energias que, ela deseja canalizar, para sentimentos positivos.

Uma impressão de veludo corre pelo seu corpo na importância lírica do deslumbramento do céu azul no ocaso do dia…

 

Caloroso acolhimento que se lhe oferece nas profundezas da alma enquanto o seu espírito se entrega completamente no deslumbre musical que enlaça o seu corpo.

Corpo em movimento...
Movimento lunar…

O que escondem os óculos?

Que o diga Jorge Alderton, porque um dos gostos dele é falar de… vinhos e gastronomia!

Um entendido! Como a Aradhana já comprovou, por diversas vezes, em “discussão” acesa com o nosso já conhecido Bardus Langsdorff, que para além de poesia, é entendido em muitos outros temas, não fosse ele um causídico português bastante aplicado…o Jorge, para além de amar poesia e outras literaturas, é uma verdadeira enciclopédia no que se refere a bons vinhos!

 

Falar na evolução linguística que se sente, dia a dia, crescer no Alma Portuguesa, é falar nos vários personagens que, animadamente, todas as noites, tornam o serão cada vez mais apetecível…e que vale a pena ser partilhado.

E a Primavera chegou!

Porque hoje começa a Primavera, uma época que faz com que a Aradhana se sinta especialmente feliz, porque a seguir vem a estação preferida dela… o Verão, resolvi partilhar mais momentos bonitos passados no Alma Portuguesa…

 

Porque a vida e a felicidade se fazem pelas pequenas coisas que a compõem, tal como a beleza de um canteiro de flores se faz com as flores mais simples, mesmo que pelo meio apareçam ervas daninhas que em nada lhes retira a beleza e o perfume.

 

O Bardus Langsdorff que todos já conhecem e é um magnífico trovador, continua, para além da amizade e consideração que, aos poucos, vai manifestando a todos, a deliciar-nos com a sua poesia que, alegremente, partilha.

 

As noites têm sido muito animadas e um dia destes, numa mesa redonda, até se falaram de coisas sérias! Isto está a prometer e a Aradhana sente-se como peixe em água… límpida!

 

Aromântica Lua...
A romântica Lua…

Sendo a Lua uma fonte de inspiração a poetas de ambos os sexos, não escapou, a Lua do Alma Portuguesa, à veia poética do trovador e, mereceu,  um momento muito especial que foi a leitura do soneto que lhe era dedicado, lido pela voz do já nosso conhecido Luís Gaspar.  

 À Lua Sweetwater  

Sonhador como sou, fui contemplar,

À noite o Firmamento, e vi que a Lua,

Com inveja de ti, foi-se ocultar,

Ao ver a tua luz, maior que a sua

 

Deixei de ter as noites de Luar,

Que a Lua envergonhada assim recua;

Mas sendo mais brilhante o teu olhar,

O seu fulgor minha alma apazigua.

 

É porque a argêntea luz, que a Lua espelha,

Do Sol é tão-somente uma centelha,

Mesmo nas noites de Luar mais belas!

 

Mas no teu doce olhar, enternecido,

Eu vejo intensamente reflectido

O cintilar de todas as Estrelas!

Um momento muito especial, muito apreciado por todos e, em especial pela Lua Sweetwater, uma menina doce e linda, também ela poetisa de alma e coração.

 Aquela noite não se ficou por aqui já que o declamador de serviço, a pedido do trovador, tornou a ler outro poema, mas desta vez,  dedicado à Aradhana…

O declamador de serviço...Luisgaspar Gazov...
O declamador de serviço…Luisgaspar Gazov…

Diamante

A “Menina Marota”, eu pressentia,

Que tinha um coração de diamante;

Não por ser duro, como a gema fria,

Mas só por cintilar como um brilhante.

 

“Menina Eternamente”, quem diria,

Se havia de tornar tão fascinante,

Que na minha alma se alojava, um dia,

Sem a poder esquecer, um só instante!

 

Romântica, gentil, voz sedutora,

Anseio conhecê-la, e por agora,

Eu vou acalentando este meu sonho!

 

Porque o poeta tem esta vantagem

De poder construir, de uma miragem,

O seu mundo irreal, mas que é risonho!

 

Foi um deleite! Ouvir a magnifica voz do Gazov ler um poema que, emocionou de tal forma a Aradhana, que nem lhe ocorriam palavras para agradecer!

 

Parece-me que o aproximar da Primavera, aproximou também todos aqueles que se regozijam com as belas noites passadas no Alma, apesar de algumas ausências muitos notadas ultimamente, sendo uma delas a do nosso querido Tpglourenco Forcella sempre tão ocupado e apressado, que já nem se lembra de ir cumprimentar os amigos como era habitual nele!

 

E têm sido assim as noites… bonitas, alegres e divertidas, como se costuma dizer… na paz dos anjos!

 

(Ah… uma novidade… agora, marcamos, também, encontro no Facebook… por isso compreendo a ausência de alguns! eheheh)

A Aradhana recebendo a Primavera, com os seus gatitos...
A Aradhana recebendo a Primavera, com os seus gatitos…

Uma excelente Primavera para todos!

Momentos… Second Life.

Meu querido Diário… anda um vírus qualquer no Alma Portuguesa!

Depois dos episódios que atrás descrevi que alvoraçaram o local, dos amores incompreendidos do triangulo Maria, Bartus e Othelo eis que, por causa, alegadamente, de um cigarro oferecido pelo Badtrip Paine, que com aquele ar de anjinho loiro de quem não faz mal a ninguém,   mas mandou o conhecido locutor Luís Gaspar para uma qualquer galáxia,  dado que o homem veio completamente alucinado, garantindo a pés juntos que o tinham mandado para um local onde todos andavam despidos e que, tinha ido numa ambulância cor de rosa parar a um hospital,  onde as enfermeiras igualmente despidas, já se preparavam para lhe retirar a roupa, quando ele de lá conseguiu fugir, completamente perturbado.

   

Testemunha idónea garantiu que a versão estava mal contada, que tinha sido o mencionado locutor a atacar, literalmente, uma das assistentes com um descabido pedido de casamento, dizendo-se muito traumatizado uma vez que tinha sido rejeitado por todas as avatares que tinha pedido em casamento, expressando que se encontrava amaldiçoado, quiçá por algum cigano despeitado, já que tinha todos os predicados para arranjar uma parceira dedicada e, afinal, nenhuma se interessava por ele!

Por causa de um cigarro "marado"...
Por causa de um cigarro “marado”…

Completamente descomposto, como se pode verificar pela imagem, o locutor mais conhecido do Alma Portuguesa vocifera palavras desconexas contra o seu amigo Badtrip, acabando por cair dentro de um pipo instalado no recinto, sendo agraciado pelo Trovador do Alma  Bardus Langsdorff,com estas esclarecedoras quadras …  

 

Desculpa lá Luizinho

O que tu foste fazer,

Cair num barril de vinho

E o efeito está-se a ver!

 

Desculpas-te com o charuto

Que alguém te deu à noitinha,

Mas portas-te como um puto

Mesmo até com a Clarinha.

 

Vai beber chá de cidreira

Logo que chegue o autocarro;

Vai curar a bebedeira

Não fumes mais nenhum charro.

 

Envergonhado, acabou por se retirar, alegando uma forte dor de cabeça…e desconhecemos até agora, se o chá de cidreira fez algum efeito!

 

Mas os incidentes não acabam aqui! As coisas no Alma andam realmente estranhas, nos últimos tempos…

um momento muito complicado...a merecer investigação...

Depois dos amores mal sucedidos com a Maria, a quem não perdoa a traição, o Bardus apontou a artilharia dele, vejam só, para a Aradhana e o Miúdo Ruby!

 

Isso mesmo! Para a inofensiva Aradhana que só pensa nos gatitos que tem em casa, miando desesperadamente, quando ela se ausenta!

o Miúdo...
o Miúdo…

E resolveu implicar de tal forma com o Miúdo que o acusou de andar a fazer olhinhos à Aradhana!  

Foi a confusão geral… de um lado, os apoiantes do Bardus, do outro, os que achavam que o Miúdo era tão tímido que não se atreveria a tal, ainda mais depois de o tal locutor a ter pedido publicamente em casamento ao qual, evidentemente, ela recusou, já que não aceita ser considerada uma segunda escolha, depois de o dito ter feito o mesmo pedido a todas as avatares do burgo e ter sido enjeitado!

 

Mas quem convencia o Bardus?  E, apesar de o Electroescadas ter manifestado a sua discordância de tal facto, o Bardus completamente fora de si, ameaçou o Miúdo desta forma…

 

Eu não sei quem és, miúdo,

Porque antes nunca te vi!

Mas vou recorrer a tudo

Para que saias daqui!

 

Eu já te não posso ver

E deves ser um sacana;

Porque te estás a bater

À minha amiga Aradhana!

 

Eu contigo não discuto,

Mas agora vai crescer;

Quando deixares de ser puto

É que deves aparecer!

O Electro, calmamente, apaziguando as hostes...
O Electro, calmamente, apaziguando as hostes…

Não fora as palavras sensatas do Electroescadas apelando para o bom senso já que o Miúdo era um inexperiente nestas andanças, acalmando a fúria incontida do Trovador,  não se sabe como terminaria a noite…

 

O susto foi de tal ordem, que se pressupõe que o Miúdo, aterrorizado, não tenha voltado mais ao Alma Portuguesa por motivo desta contenda, já que entretanto, nunca mais por lá foi visto!

 

Uma noite que ficará na memória…

Momentos Second Life…

Por causa de uma escada mudei de casa.

 

Ei-la: a malfadada escada...
Ei-la: a malfadada escada…

 Isso não aconteceria se essa mesma escada não estivesse a tapar a visibilidade àquilo que considero uma obra-prima e cujo autor é o Rannoch Later, um escocês com grande sensibilidade e bom gosto que, com toda a disponibilidade e coragem, aceitou o meu desafio para decorar a minha “tasquinha”.

A "tasquinha"... desenhada pelo Rann
A “tasquinha”… desenhada pelo Rann

 

autor: Rannoch Later
autor: Rannoch Later

Ora, como o criador da casa se recusou a retirar a dita escada por questões técnicas, decidi-me por uma outra maior, (ah… não comecem a fazer conjecturas… continuo solteira e livre como os passarinhos…) e só realmente a paciência e disponibilidade da Marina Xi para me aturar nestas alturas.

 

Mas valeu a pena o esforço! 

 

Rannoch Later e Lizie Bashly têm sido nestes últimos tempos os mais pacientes decoradores… desde a pintura dos tapetes, até a garrafas que servem as mais variadas bebidas, os barris de cerveja e vinho que enriquecem o bar da “tasquinha”, tudo foi feito por eles… e a quem desde já remeto daqui o meu grande abraço de reconhecimento.

 

(aqui numa pose para encantar avatares)
(aqui numa pose para encantar avatares)

Pedro Ferreira tem sido o braço direito do Bardus Langsdorff  um dos causadores dos momentos mais hilariantes do Alma Portuguesa… 

 

No post anterior o Bardus expunha o seu desgosto por o terem privado de um acessório fundamental para cativar a exigente Maria, mas a questão foi resolvida como se pode ler pelas suas próprias palavras…

Para tranquilizar

Quem ficou preocupado,

Aqui estou a anunciar

Estar tudo remediado.

O Pedro, que é bom rapaz,

Depois de me ter capado,

Uma prótese me faz

De um “ coiso” bem abonado!

Eu que fora mutilado

E me sentia tão triste

Ando agora entusiasmado

Com a “arma” sempre em riste!

Já estou pois bem fornecido,

Pronto para todo o serviço;

Não murcha, é desenvolvido,

E ganho por ser postiço.

Só tenho que me treinar,

E conto com a vossa ajuda,

Para pôr e para tirar,

Esta coisa rechonchuda.

Se eu tiver dificuldade

Para pegar no instrumento,

Recorro à comunidade

Que mo coloca …a contento!

Obrigado amigo Pedro

Foi a melhor solução

Agora não tenho medo

Com aquilo sempre à mão!

Sinto até a tentação,

Já que a situação é nova,

Que apareça a ocasião

De pôr esta “ coisa” à prova!

Mas a devida “prova” não devia ter corrido muito bem, porque fomos confrontados com este seu desagrado: … e todo o desgosto que professa por a Maria Pessoa o ter… “trocado” pelo Othelo Ayres.

  

“Corno ou não…eis a questão!”

 

“Nos meus já longos anos de varão

Jamais tivera um caso tão bicudo,

Como ontem ao entrar neste serão

Ao ser intitulado de chifrudo!

 

Saíam-me do couro cabeludo

Excrescências do cabelo à rufião;

E logo então, o Pedro linguarudo,

Aos cornos ali fez comparação.

 

Disseram que eram obra do Othelo

Porque umas horas antes foram vê-lo  

Abraçado à Maria, o maganão.

 

Ora se  tal mulher é uma rameira,

A repudio aqui, para a vida inteira,

Que não fará do Bardus, um Cabrão!”

Olhem o Gazov... a querer saber se arranja namorada ou não...
Olhem o Gazov… a querer saber se arranja namorada ou não…

A pretexto de querer saber se ia arranjar namorada  (anda desejoso disso) o Luísgaspar Gazov visitou-me porque foi sabedor (sabe-se lá como…) de que aqui em casa havia uma mesa mágica…

 

Esses pormenores contarei na próxima vez… aguardem…