Mês: Abril 2009

E o virtual que se torna… poético!

Não há dúvida que são cada vez mais emocionantes as noites no Second Life.

A descontrair...
A descontrair…

Falou-se um pouco de tudo na reunião que juntou, uma noite destas,  na praia da Casa da Raposa algumas das mais bonitas avatares que fizeram companhia ao encantado Bardus que se deve ter sentido tipo… “bendito o Homem entre as Mulheres…” já que era o único masculino entre tantos femininos avatares.

O começo da noite
O começo da noite

A noite estrelada, quente, provocou uma tal animação que não apetecia de lá sair…

Momentos poéticos
Momentos descontraídos…

Ainda não esquecida daquela maravilhosa noite surge o convite do ex-vizinho Connor Whitman pedindo à Aradhana para organizar um sarau de poesia no novo espaço que detém e conhecido no mundo internético por Doca de Santos.

Foi um autêntico contra-relógio a fazer convites, a publicitar, etc. que estas coisas para serem bem feitas têm a sua responsabilidade…

 
Chegada a hora, o nervosismo era imenso.

 
Claro que, sendo a primeira vez que a Aradhana era convocada para organizar um evento destes nem era para admirar… e por isso quando os primeiros convidados (não vou indicar nomes, para não correr o risco da indelicadeza de esquecer algum…) começaram a chegar sentiu que a noite prometia…

A Mei, a Lizie e o Deus, sentadinhos à conversa...
A Mei, a Lizie e o Deus, sentadinhos à conversa…

Mas a verdadeira surpresa da noite ainda estava para acontecer…

 E aí está ele…  

ElectroEscadas...
ElectroEscadas…
E o poema que escolheu de Augusto dos Anjos para ser lido num tom que maravilhou os presentes…

 

Acordou, vendo sangue… — Horrível! O osso
Frontal em fogo… Ia talvez morrer,
Disse. Olhou-se no espelho. Era tão moço,
Ah! Certamente não podia ser!

Levantou-se. E eis que viu, antes do almoço,
Na mão dos açougueiros, a escorrer
Fita rubra de sangue muito grosso,
A carne que ele havia de comer!·

No inferno da visão alucinada,
Viu montanhas de sangue enchendo a estrada,
Viu vísceras vermelhas pelo chão…

E amou, com um berro bárbaro de gozo,
o monocromatismo monstruoso
Daquela universal vermelhidão!

 (Poema “A obsessão do Sangue” de Augusto dos Anjos)

 E os convidados, atentos…

A Nikyta e demais convidados...
A Nikyta e demais convidados…

E assim terminou uma noite que promete ter repetição.

E no final da noite...

Obrigada a TODOS.

Momentos virtuais ou não?

Momento de descontracção
Momento de descontracção

Venço pensamentos

Na suave carícia da meia-noite

Tempo de paragem
Numa madrugada serena

Doce fragrância

Momentos diluídos

Na paisagem de encanto

Solitária

Preenchida no vácuo da esperança

Segunda vida

Que se repete

Como a aurora que rompe

Em cada amanhecer…

 

No horizonte do céu virtual

Esculturas de azul
Existir, Viver, Amar…
Mais que palavras
Éticas (ideais para não esquecer)
Equívocos que abrem feridas insondáveis
Viver o presente, melhorando o futuro
E dizer: não perco tempo,

Minha alma está limpa
Porque o crepúsculo

Partilha dos meus sonhos

E assim quero permanecer.

De pernas cruzadas admirando a paisagem
De pernas cruzadas admirando a paisagem

Dias que correm velozes como as folhas levada pelo vento. Encantos, descobertas, partilhas e desilusões, tudo se encontra num mundo que nada tendo de real, tão idêntico se torna a ele.

Num sonho de olhos abertos, fugazes são os pensamentos que nos inebriam e a alegria de momentos partilhados em sã harmonia que transportam alegria, vivacidade e encanto.

A tristeza da chegada e da partida fazem parte, igualmente, do quotidiano de uma existência real dentro do irreal.

 

A alegria da ocupação de um espaço, numa noite de grande comunicação, onde todos partilhámos um pouco daquilo que gostamos, valeu e vale a pena, no esforço dispendido.

 

Noite de uma alegre euforia repartida por momentos poéticos, onde o prazer da leitura esteve bem patente na voz de cada um.

 

A não esquecer e, se possível, repetir…

O meu quadro favorito
O meu quadro favorito

Momento de descanso...

Viagens, brincadeiras, jogos, compras, tudo tem sido possível neste mundo de sonho, onde permaneço igual e onde o pôr-do-sol continua a deslumbrar o meu coração tal como nos dias preenchidos da realidade.

Dias de… Second Life

Comido o cabrito regado com bom vinho, o pão-de-ló, as amêndoas e restante doçaria, é altura de deixar as “magras” férias e trazer novidades!

 

Casa da Raposa
Casa da Raposa

A maior e melhor é que, o papagaio” de serviço, Luís Gaspar do Estúdio Raposa (como ele próprio se denomina no comentário que fez), aceitou que fosse dado ao novo espaço de convívio instalado no “refúgio” da Aradhana, o nome de Casa da Raposa e que, reportando-me ás suas próprias palavras…“É um excelente lugar para proceder aos ensaios do espectáculo de declamação que o Estúdio Raposa está a programar.”

Creio assim ter-se conseguido concretizar uma aspiração da Aradhana desde a sua entrada no Second Life e que era a criação de um local onde se “respirasse” Poesia…e, ainda, onde todos aqueles que gostam dela se pudessem reunir e falar da cultura em geral.

Passeio divertido
Passeio divertido

Entretanto e apesar de férias, a Aradhana continuou na sua “navegação” e desta feita acompanhada da Lizie Bashly que se divertiu imenso a navegar por esses mares como se constata desta imagem…

 

Exposição
Exposição

Uma surpresa também é a exposição organizada pelo Tpglourenco Forcella no Alma Portuguesa…vale a pena uma visita demorada!

 

Diferentes atitudes. Paz e ... guerra.
Diferentes atitudes. Paz e … guerra.

Deixo umas imagens para aguçar o apetite dessa visita, apesar de o espaço não ter sido inaugurado, aproveito para felicitar o organizador pela iniciativa.

Porque renovar é preciso e parar é morrer…

A Aradhana tem andado tão empolgada com a modificação do seu refúgio que nem tem dado atenção a este blogue e ainda mais porque tem partido para novas paragens em busca de lugares exóticos…

Rumo ao desconhecido...
Rumo ao desconhecido…

Claro que nestas mudanças contou, mais uma vez, com a preciosa ajuda da Marina Xi que, incansável, para além de lhe facultar mais área, (uma aspiração que a Aradhana mal pousou os olhos na ilha, desejou) e a ajudou a transformar aquele espaço num local aprazível de parque, onde espera juntar os Amigos que com ela partilham o SL.

Um novo espaço...
Um novo espaço…

As novidades são muitas, especialmente a criação de um espaço com objectivos já na forja mas que, futuramente, se revelarão…

Praia da Aradhana...
Praia da Aradhana…

 

O tubarão vigilante
O tubarão vigilante

 

Momento de leitura com os seus... gatos
Momento de leitura com os seus… gatos

 

O recanto dos pássaros...
O recanto dos pássaros…

 

a ver o mar...
a ver o mar…

 

Anda uma gaivota na biblioteca. Será que gosta de poesia?
Anda uma gaivota na biblioteca. Será que gosta de poesia?

 

e outra que veio espreitar...
e outra que veio espreitar…

Ficam as imagens e, ainda, o agradecimento aos que tornaram possíveis estas modificações com ajudas interligadas, para além da Marina Xi que já referi, a Lizie Bashly e o Salvador Kidd.

 

Obrigada a todos.