JULIE RUNNER – TRIBUTO

Por detrás de um avatar existe um ser humano. Com toda a sua alma, emoção, sentimentos, alegria, desgostos, sorrisos e lágrimas.

Escrevi estas palavras no meu perfil há algum tempo, porque é exactamente o que penso.

E, sendo assim, é o meu eterno lema no SL como o foi nas próprias redes sociais (Blogues, FB e nos antigos Fóruns).

Vem este preambulo a propósito do tributo  que se realiza este Sábado, pelas vinte horas no Second Life (24 horas em Portugal).

Nao vou contar a verdadeira história de Julie Runner, até porque a desconheço na totalidade, para além de ainda não possuir permissão para o fazer.

O que posso dizer e que muitos já confirmaram é que Julie vivia para o espaço do Rancho Azul, de onde era sócia-fundadora.

Julie não era só um corpo de Avatar. Dentro dele existia um coração e que se expandiu por todos os que a conheceram e, a prova disso, é o Cantinho que permanece no seu espaço e as inúmeras mensagens dos amigos que choraram por ela.

É comemorando a sua vida, a festa que lhe é dedicada.

Aquela vida que ela deu ao Rancho Azul e aos seus Amigos.

Porque ela permanece. Nao só como avatar, mas como o ser humano que foi. E a sua memória também.

Cartaz original de Lunita Muni

Painel do topo de DJ SMIROV com texto de Lunita.

CONTAMOS CONVOSCO!

E a aventura continua… (II)

Eu não voltarei. E a noite

morna, serena, calada,

adormecerá tudo, sob

sua lua solitária.

Meu corpo estará ausente,

e pela janela alta

entrará a brisa fresca

a perguntar por minha alma.

Ignoro se alguém me aguarda

de ausência tão prolongada,

ou beija a minha lembrança

entre carícias e lágrimas.

Mas haverá estrelas, flores

e suspiros e esperanças,

e amor nas alamedas,

sob a sombra das ramagens.

E tocará esse piano

como nesta noite plácida

não havendo quem o escute,

a pensar, nesta varanda.

Juan Ramón Jimenez, 

in Antologia Poética, a págs. 31/32 

tradução de José Bento

 Fotografia de solrak.footman ArtMix
"O poeta é, antes de mais nada, uma pessoa apaixonada pela linguagem ”. W. H. Auden

E que dizer da linguagem da música? Faço esta pergunta interiormente ouvindo a Sonata ao Luar, de Beethoven.

Mentalmente revejo o ambiente do Perfect Paradise e o som das teclas do piano.

Recordo o poema de Ramón Jimenez que tanto me diz. A música, tal como a poesia, tem este efeito em mim. Faz-me voar para lá da imaginação.   

Estes dias passados no SL vieram recordar momentos inolvidáveis (rebeldes, também!) da infância da pessoa por detrás do av da Aradhana.

Sorrio. 

Nao consigo desligar o SL da RL. E vice-versa. Porque tudo me leva a caminhos já percorridos, emoções partilhadas, alegrias vividas e a memórias que o tempo não dilui.

O SL tem sido pautado por descobertas que tocam a alma e pelas pessoas que se cruzaram com a Aradhana num entendimento cultural que surpreendeu.

Um dos aspectos que, em síntese, me impressionou, foi  a descoberta da genialidade de certos avatares ou, melhor dizendo, das pessoas por detrás desses avatares.

A cordialidade e a entreajuda é constante.  A partilha de conhecimento, também.

Locais como Cape Serenity , Creation Park , The Science Circle , SLEA3 , Midgard , Xtazy ,ATLANTIS UNDERWATER- CREATIONS PARK ~ entre outros, têm sido o meu porto de abrigo nestes dias.

Como de costumo, deixo as imagem. 

Ari – O descanso do pianista
Retrospect -A emoção da arte…
We Already Knew He Was Hott!

Numa próxima actualização falarei de alguns avatares que percorrem estes caminhos comigo.  Ajudando-me.

Obrigada a todos.

2021…

O Verão de 2020 trouxe-me de novo ao Second Life. Sinceramente, nem foi o confinamento derivado ao Covid 19. Há muito que andava com a ideia de voltar mas a decisão tomei-a, efectivamente, naquela altura. Vivo o SL de uma forma diferente, provavelmente, de outros … Continue a ler 2021…

A dançar regresso.

1 - ARADHANA festa ANDREA BOCELLI.png

Quase três anos depois, estou de volta.
Sentar-me em frente ao écran sentindo uma irrealidade quase real onde o barulho do mundo não faz eco, traz-me uma sensação onde tudo e nada é possível.
Ouvir vozes, música, risos na solidão de uma casa enorme onde só o canário Pipoca e o canito Sting fazem eco dos seus sons traz-me um conforto inimaginável no lidar do dia.
Gosto de solidão, é verdade.
O sossego e conforto da minha casa dá-me uma paz interior que me faz esquecer que existe um mundo lá fora.
Um mundo real cada vez mais difícil onde o ruído das notícias e de tudo o que o ser humano faz a outrem me faz doer a alma.
A Aradhana tem o seu mundo próprio. De imaginação. Onde tudo é possível: desde dançar no ar a voar sobre as águas agitadas do mar. Onde não há guerras, nem políticos, nem incêndios, nem maldade.
Um mundo virtual onde nada nos toca. Nada nos fere.
São estas as imagens do meu regresso. O espaço é de bom gosto e de boa música pertença do grupo *MADaboutDANCE*_CLUB onde a Dj Sophia Bandler nos alegra e faz rodopiar nas músicas que escolhe.
Volto às letras que gosto e da satisfação de as partilhar.
Bom dia!

2 Mad about Dance _Co. HOME, Noxious (241, 76, 3503) -

Snapshot_002.jpg

E a Aradhana volta a dançar.